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28 de Maio de 2017

Advogados que trabalham juntos no século do egoísmo

O desafio da advocacia no Século XXI.

Antoine Youssef Kamel, Advogado
Publicado por Antoine Youssef Kamel
há 3 anos

Sumário: Introdução; A Era do Egoísmo; Necessidade: Dinheiro, Legado, Reconhecimento; A União Dos Advogados No Século XXI; Considerações Finais; Referências.

Introdução

Século XXI, o Século do Egoísmo. A natureza humana é tacanha e mesquinha, construída com a força selvagem que nos permitiu destruir florestas para construir prédios, desfalecer o vizinho para que não roube o último javali caçado da família de oito filhos.

O Direito do século XXI é repleto de recursos técnicos e sociais nunca imaginados, advindos da tecnologia, da concepção da justiça, do desenvolvimento contínuo da filosofia. Precisamente por tantos caminhos, pouco se reflete sobre o desafio maior que se vive todo dia: as relações humanas.

A sociedade evolui, o homem também, mas a biologia não foi adaptativa o suficiente para construir um cérebro civilizado como se pretende ser. Se a natureza fundamental do homo sapiens remonta aos seus antepassados, é a luta diária contra a barbárie que caracteriza a civilização. O advogado é ser que vive com outros, dos outros e para os outros. Perde o sono pela realização da justiça a favor de quem o procurou.

Enfim, entramos no século XXI com química cerebral de temor, receio, desconfiança e insensibilidade. Não que não se precise de tudo isso para sobreviver de vez em quando, mas o amor faz parte de uma vida saudável. Com tanta labuta, normalmente não é sozinho que sobrevive, não com a cabeça no lugar depois dos cinquenta. Para bem viver e bem envelhecer, o advogado precisa de um parceiro, com todas as imbricações decorrentes.

Falar-se-á em especial dos advogados que se unem de um modo particular, com três ou quatro colegas, profissionais que se unem porque, se empregados corporativos ou associados de uma grande banca, não têm autonomia, não têm desafios. Sozinhos, não sabem o caminho, ou não têm motivação. A união de poucos, próximos, quase carnais, suscita conflitos, e isso se vê cotidianamente: para cada dois escritórios que se unem, outros três se desmembram.

A era do egoísmo

Neste século, toma-se como inimigo o diferente, tanto o superior, concorrente, como o inferior, prejudicial. Como afirmou Montaigne, “cada qual considera bárbaro o que não se pratica em sua terra”.[1] E esquecemos que a diversidade é a dona do progresso.

Em uma de suas obras, [2] o cientista Leonard Mlodinow dedicou um capítulo para o cotejo dados de diversas pesquisas de campo e estudos científicos, a partir dos quais chegou à conclusão de que o ser humano tem propensão ao etnocentrismo.

Desde tempos imemoriais as pessoas se reúnem em agrupamentos convenientes para a consecução de um ou mais fins comuns, com o objetivo primevo de sobrevivência.[3]

Consoante as pesquisas de Mlodinow, os fatores sociais psíquicos, físicos e evolucionistas moldam, ou pelo menos direcionam o indivíduo para a percepção singular de que ele, e seu grupo, devem sempre comandar, jamais serem comandados; ele é mais importante, em detrimento de todos os outros.

Do mesmo modo. Marilena Chaui identifica três tipos de consciência: (1) a consciência passiva, que constitui um estado de torpor, como na velhice, na tenra infância e nos instantes que precedem o sono; (2) a consciência vívida, mas não reflexiva, isto é, a consciência afetiva, egocêntrica, em que o indivíduo percebe tudo ao seu redor como destinado unicamente aos seus propósitos; e (3) a consciência ativa e reflexiva, a mais completa, que realiza a distinção entre si e os outros, o interior e o exterior, também definido pela fenomenologia como consciência intencional.[4]

Faz-se o paralelo dessa classificação com as ideias de Mlodinow; nos termos de Marilena Chaui, o indivíduo está a maior parte do tempo com a ideologia de abarcar o universo com seu corpo e suas ideias, enfim, autocentrado e não reflexivo. Deve, por outro lado, invocar ativamente a consciência plena se busca a vivência completa e digna.

A sobrevivência é a quintessência do homem, a bruta motivação da nossa existência individual e social. O impulso primevo, o direcionamento precípuo das nossas fontes de energia e pensamento, é a autopreservação, própria e da espécie.[5] Mas não só. O homem se distingue dos demais animais pela mente superior: “Há maior atividade autónoma no cérebro superior e maior seletividade quanto a qual atividade aferente será integrada na "corrente de pensamento", a atividade dominante, atuante no controle do comportamento.”[6]

Como outros animais, o homem precisa respirar, tem impulsos que o direcionam primordialmente à defesa da vida e à reprodução. Por outro lado, tem presente a racionalidade, possui a capacidade de, racionalmente, agir contra as próprias pulsões indomesticadas que habitam seu âmago. O homem, de acordo com os interesses conflitantes que se lhes apresentam, escolhe aquele mais importante no momento e se determina de acordo com ele. Ao contrário dos animais inferiores, com comportamentos e reações predeterminados em determinadas situações, o homem é imprevisível.[7] Nesse aspecto, apesar de a natureza humana ser egoísta, cada indivíduo pode trilhar o caminho do respeito às diferenças, da assimilação de competências e da união harmônica de esforços. É o que se espera quando dois ou mais advogados se unem em prol de um objetivo comum.

Necessidade: dinheiro, legado, reconhecimento

Há dois tipos de união de advogados que merecem ser delineadas: os advogados associados, membros de uma sociedade de escala, massificada; e os advogados simplesmente unidos, onde cada um detém competências amplas o suficiente para assumir em caso de necessidade.

As sociedades de massa, como defendentes fixos de grandes empresas, não têm as mesmas dificuldades dos advogados reunidos. Detêm mão de obra extensa, rígidos modelos de petição, supervisores de setor, diretores e, para cuidar de tudo, o departamento de recursos humanos.

A grande questão está entre os advogados que se reúnem em um pequeno escritório para, mais que compartilhar salas — e aluguel-livros-conta-de-luz-água-telefone —, compartilhar vidas.

Entre tais advogados, claro que também poderia ser aplicado o termo sócio associado, mas seu sentido está arraigado como uma posição mais fixa no trabalho; portanto, evitou-se atribuir nomenclatura à união entre advogados comparativamente pequenos, mesmo porque há, entre eles, quem se reúna sem associação formal.

Cada pessoa tem necessidades próprias, mais gerais ou mais peculiares. Comumente há os que procuram a segurança financeira. Como na maioria dos novos negócios, tendem a se frustrar nos primeiros anos e abandonar a carreira, até pela falta de preparação negocial formal. Procura-se também, entre os advogados, o reconhecimento em vida. O sentimento de pertencer a algo maior e se destacar nesse meio continuará sendo, por muito tempo, um dos maiores objetivo do trabalhador. Haverão aqueles cuja maior necessidade será o legado. Preocupa-os mais a imagem que deixarão no mundo do que o conforto que o trabalho pode proporcionar. As necessidades não são isoladas, mas se conglobam, e nenhuma é mais difícil ou deve ter maior prioridade do que outra no grupo. O ser humano necessita desde a excreção biológica ao reconhecimento social e, se a saúde debilitada pode levar ao fracasso no trabalho, também o trabalho estressante pode levar à fraqueza corporal. O ser humano só é completo com todas suas necessidades satisfeitas, e todas devem ser tratadas, ou o advogado, intelectual de grande especialização, em contato direto com pessoas, não renderá o suficiente, não será bom o bastante, provocará agruras no escritório e retalhará amizades e laços profissionais.

Nossa história dos tempos, ao menos desde as Escrituras Sagradas, guarda o legado maior do holocausto e outras guerras, incertezas e crises que caracterizam o passado (espera-se que apenas passado) irracional do homem. O anseio de ajudar o próximo às vezes está presente, não obstante a natureza humana, e são tão raras tais pessoais que são canonizadas para servirem de imagem permanente. A propensão de alguns a querer salvar a humanidade, ou ao menos ser útil é algo que nos leva a crer que se pode ter esperança no progresso. Que esse gene mutante se dissemine.

Pela natureza etnocêntrica e egoísta do homem, somente o esforço consciente e constante o advogado pode se livrar das amarras ao desenvolvimento pessoal e social.

Não faltam questões em nossa missão profissional. Algumas surgem esporadicamente e não nos ocupam por muito tempo, outras, porém, são incitadas por mudanças abruptas em nossas condições, como a formação universitária e o ingresso em novo trabalho, e levam a reflexão mais elaborada e profunda.

É por essas discussões, quando levadas até o fim, que descobrimos quem somos e como atribuiremos sentido ao mundo ao nosso redor. Às vezes esses questionamentos provocam perguntas a respeito do motivo por que algo aconteceu. Essa pergunta é a demonstração concreta da lei de causa e efeito. Se algo aconteceu, em tese há um ou mais motivos, e esses motivos devem poder ser encontrados e explicados.

Sabemos que negócios fracassam, que relações humanas se desmancham a todo instante. Devemos saber, também, que qualquer um está sujeito ao insucesso, inclusive nós. Conhecendo, assim, as fraquezas, as necessidades e as diferenças entre as pessoas, conhecemos melhor a nós mesmos e podemos, com esse conhecimento e sua aplicação, superar barreiras antes que elas cresçam até a intransponibilidade.

As necessidades individuais e de grupo devem ser repensadas no dia a dia. O trabalho não é satisfatório sem a felicidade que ele deve ser capaz de trazer, sem o reconhecimento e a valorização individual, anelos quase universais, e só é produtivo o ser humano feliz na totalidade de suas relações humanas, em especial naquelas em que despende, em média, oito horas de cada dia útil.

No tecido da profissão, pugna-se, entre todas as alternativas, pela média ponderada: nem advogado solitário, um pedaço de fino linho, pequeno demais para vestir e frágil demais para resistir às agruras; nem escritório massificado, um emaranhado de lã, quente demais o tempo todo; e sim uma união que forma uma capa protetora, suave mas resistente, ornada com detalhes destoantes que, nas mais variadas cores, se complementam.

A união dos advogados no Século XXI

Competências se complementam na medida em que, com tanto conhecimento disponível, é inimaginável tudo saber para manter sozinho um negócio, ainda que esse negócio seja apenas um escritório de advocacia. Embora tecnicamente sequer negócio seja, não terá sucesso sem administração de nível empresarial.

Entre as pessoas que se espera na pequena união de advogados, destaquemos o tradicional processualista: o advogado de fundo, com conhecimentos técnicos precisos, engendrado de tal forma nos códigos e nas súmulas como se formasse com eles um único ente. Ao seu lado, o advogado combativo, talvez não tão desenvolto, mas ciente de suas prerrogativas e deveres e intimorato de fazê-los valer com todo o seu conhecimento quando preciso. É desejável, também que haja um advogado com networking, formado ou com capacidade de formá-la. Por fim, um deles deve ter conhecimento de liderança, gestão e contabilidade. Já se referiu que o escritório é, em termos de necessidades, uma empresa: deve sustentar seus trabalhadores, tem custos, despesas, clientes, necessidade de alvará, e recolhe de tributos.

São pequenas sociedades, mas grandes desafios.

Não se fala aqui de colegas de turma, nem de hoje nem de antigamente. Importam as qualidades distintas, as diferenças construtivas que colegas buscam ao decidir por uma unidade de trabalho. Imagine-se todos com quinze ou vinte anos de advocacia: talvez não se complementem na medida do desejável, em razão de compartilharem muitos valores comuns, muitas visões do mundo: sequer a pausa para o café terá o calor do afeto humano discordante, porque todos concordarão. A motivação para o trabalho não advém só do trabalho, mas também dos colegas, sócios, associados, mesmo a secretária, que constituem fator de agregação.

Competência advém mais facilmente com agregação de valores, com advogados inseridos em perspectivas diferentes, não obrigatoriamente, mas normalmente em diferentes gerações. Não é incomum que as parcerias mais profícuas envolvam jovens recém-formados e um veterano de personalidade mais sagaz e combativa. O jovem é parte natural na tecnologia imperante e tem conhecimentos mais formatados, sem a jurisprudência pré-constitucional e códigos revogados, o que evita dilemas interpretativos e agiliza o raciocínio. O veterano tem experiência incomensurável, segurança e paciência. Um, durante um tempo, dedicar-se-á a aperfeiçoar sua técnica de escrita dos bancos da universidade à realidade — com mais ou menos transcrições da lei e utilização da doutrina, dependendo do que lhe ensinar o outro. Já o outro atenderá aos clientes e realizará audiências. Com o tempo, ambos hão de ensinar-se mutuamente, ou contentar-se-ão com a eterna dependência na divisão de tarefas da advocacia, até que algo os separe e os torne incapacidades para continuar na profissão em razão da visão estreita que assumiram.

Em “Utopia”, Thomas Morus, além de escritor, advogado, descreveu a sensibilidade humana. Para tanto, apresentou os matadouros:

"Fora da ci­dade, existem os ma­ta­douros onde se abatem os ani­mais des­ti­nados ao con­sumo. Esses ma­ta­douros são man­tidos sempre limpos graças a cor­rentes de água que ar­rastam o sangue e as imun­dí­cies dos ani­mais. É daí que é le­vada ao mer­cado a carne limpa e re­ta­lhada pelas mãos dos es­cravos: pois a lei proíbe aos ci­da­dãos o ofício de car­ni­ceiro, te­me­rosa que o há­bito da ma­tança des­trua pouco a pouco o sen­ti­mento de hu­ma­ni­dade, o sen­ti­mento mais nobre do co­ração do homem. Esses açou­gues são si­tu­ados fora da ci­dade no in­tuito de evitar também aos ci­da­dãos um es­pe­tá­culo he­di­ondo, ao mesmo tempo que de­sem­ba­raça a ci­dade das su­jeiras e ma­té­rias ani­mais cuja pu­tre­fação po­deria pro­vocar mo­lés­tias."[8]

Levar os matadouros para fora da cidade, como em Utopia — termo cunhado pelo autor a partir do grego utopos, “em lugar nenhum” —, significa de mostrar ao mundo ao seu redor algo diferente do que se leva em seu interior; no caso, a fim de não achacar o sentimento de humanidade das pessoas que são submetidas ao espetáculo. No entanto, agora já se sabe que não são os açougues que provocam o egoísmo, mas a natureza humana; que não é afastando a desgraça visível da Terra que se estabelecerá o amor, e sim empreendendo vigilantemente no sentido contrário da selvageria da sobrevivência. Contrariamente, a submissão ao espetáculo negativo pode servir de impulsionador à atitude compassiva, pelo princípio ridendo castigat mores:[9] o melhor modo de infirmar o absurdo da realidade na mente das pessoas não é delineando argumentos racionais; é tão somente traçando a realidade com fidelidade para dela rir, de modo a que o absurdo aflore na consciência. Aplica-se o vetusto aforismo de é mais importante o que se é do que o que se tem ou o que se mostra.

A satisfação do advogado para bem realizar seu trabalho é um desafio que se desdobra em outros dois: escolher bem os colegas de profissão com quem empreenderá, com qualidades complementares, e ter sempre a sensibilidade de atender à necessidade do outro. A produtividade advém do compromisso com os clientes e com os colegas, e a satisfação é resultado do sucesso com esse compromisso.

Neste século, gerencia-se o escritório de advocacia como se fosse uma empresa; ainda assim, oras empresas também têm questões humanas, mas ao menos elas têm, também, o setor de recursos humanos para ajudar. O pequeno escritório tem, quando muito, uma secretária. Compartilhada.

Considerações finais

Viu-se que, em termos evolucionários, faz sentido o egoísmo. Nossos ancestrais não confabulavam sobre a paz mundial, nem pensavam em aposentadoria ou doenças coronarianas. Vivia-se o lá e o então, o aqui e o agora. Fomos biologicamente moldados em um mundo no qual possivelmente não conheceríamos nossos netos.

Tudo mudou — menos a composição química do nosso pensamento.

Unem-se os advogados em prol de um bem maior, do auxílio às pessoas, do reconhecimento profissional, do conforto financeiro; seja o que for, a competência é requisito do sucesso sustável. Competência é o requisito advém mais facilmente com agregação de valores, com advogados inseridos em perspectivas diferentes, normalmente em diferentes gerações.

Pela natureza etnocêntrica e egoísta do homem, somente o esforço consciente e constante o advogado pode se livrar das amarras ao desenvolvimento pessoal e social. As necessidades individuais e de grupo devem ser repensadas no dia a dia, em especial o reconhecimento e valorização pessoal, anelos quase universais.

Não é a advocacia que está ameaçada; a humanidade está. No século do egoísmo, ou o advogado lutará contra seus mais comezinhos instintos, ou sofrerá a síndrome do desencanto.

O advogado, ao reunir colegas de capacidades e personalidades diferentes em prol de um negócio, enfrenta todos os desafios decorrentes do egoísmo humano sem a preparação que deveriam lhe dar os bancos da universidade. Para ter sucesso com saúde e sustentabilidade, supera-se nessa união, dia a dia, e deve seguir, com prioridade, mais do que toda a técnica que aprendeu ao longo dos estudos, o coração que sempre teve.

Referências

BAZARIAN, Jacob. Introdução à Sociologia: As Bases Materiais da Sociedade. 2. Ed. São Paulo: Alfa-Omega, 1986.

CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia. 14. Ed. São Paulo: Ática, 2012.

GEERTZ, Clifford. A Interpretação das Culturas. Rio de Janeiro: LTC, 2008.

MLODINOW, Leonard. Subliminar: Como o Inconsciente Influencia nossas Vidas. Tradução de Claudio Carina. Rio de Janeiro: Zahar, 2013.

MONTAIGNE, Michel de. Ensaios. São Paulo: Martins Fontes, 1972.

MORUS, Thomas. Utopia. Domínio Público, 1516.

PLATÃO. A República. Tradução de Enrico Corvisieri. São Paulo: Nova Cultural, 1997.


[1] MONTAIGNE, Michel de. Ensaios. São Paulo: Martins Fontes, 1972. P. 107.

[2] MLODINOW, Leonard. Subliminar: Como o Inconsciente Influencia nossas Vidas. Tradução de Claudio Carina. Rio de Janeiro: Zahar, 2013.

[3] MLODINOW, Leonard. In-groups e out-groups. In:______. Subliminar: Como o Inconsciente Influencia nossas Vidas. Tradução de Claudio Carina. Rio de Janeiro: Zahar, 2013. P. 194-195.

[4] CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia. 14. Ed. São Paulo: Ática, 2012. P. 171.

[5] BAZARIAN, Jacob. Introdução à Sociologia: As Bases Materiais da Sociedade. 2. Ed. São Paulo: Alfa-Omega, 1986. P. 140.

[6] GEERTZ, Clifford. A Interpretação das Culturas. Rio de Janeiro: LTC, 2008. P. 52.

[7] Idem.

[8] MORUS, Thomas. Utopia. Domínio Público, 1516.

[9] Latino para “com o riso se castigam os costumes”, expressão largamente empregada para designar o fundamento das obras satíricas de crítica social, como as de Gil Vicente (c. 1465–c. 1536).

Coordenador adjunto do CST em Gestão de Serviços Jurídicos e Notariais do Centro Universitário Internacional UNINTER. Graduado em direito pela UniBrasil. Pós-graduado em direito tributário e em gestão estratégica de empresas pelo Centro Universitário Internacional UNINTER. Mestrando em Direito pelo Centro Universitário Internacional UNINTER. Advogado, inscrito na OAB/PR sob o nº 68.065.
Disponível em: http://antoine.jusbrasil.com.br/artigos/114570766/advogados-que-trabalham-juntos-no-seculo-do-egoismo

7 Comentários

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Ótima publicação, parabéns. Deus continue te abençoando. Peço que envie a publicação deste documento p/meu email. martaagrapinho@gmail.com. Obrigada pela atenção. continuar lendo

Obrigado, Marta. Enviei para seu e-mail. Que sejas também sempre iluminada. continuar lendo

Olá Antonie,
Fiz uma prova de concurso e nela caiu o seu texto "A era do egoísmo". Uma das questões perguntava qual era o objetivo do texto e a banca considerou como alternativa correta a que dizia que: "fazer uma reflexão sobre a importância de se viver a sociedade do igual entre indivíduos desiguais". Você concorda? Grato! continuar lendo

Prezado Maurício Lemos,

Qual foi o concurso?
Respondendo à sua pergunta: a interpretação cabe a cada um. Uma vez no mundo, o texto adquire vida própria e independente do pensamento original do autor. Qual foi a sua interpretação? continuar lendo